.
"Tirou os lençóis e amontoou-os a um canto. Do armário tirou uns limpos. Observou-os a enfunarem-se de ar e depois a caírem na cama, ondulando levemente. Damien Rice entrecortou ligeiramente a voz, antes de chegar a cantar oh coz nothing is lost, it's just frozen in frost."
Paolo Giordano, a solidão dos números primos
Grey Room, Damien Rice
Well I've been here before
Sat on the floor in a grey grey room
Where I stay in all day
I don't eat, but I play with this grey grey food
.
Desole, if someone is prayin' then I might break out,
Desole, even if I scream I can't scream that loud
.
I'm all alone again
Crawling back home again
Stuck by the phone again
.
Well I've been here before
Sat on a floor in a grey grey mood
Where I stay up all night
And all that I write is a grey grey tune
.
So pray for me child, just for a while
That I might break out yeah
Pray for me child
Even a smile would do for now
.
'Cause I'm all alone again
Crawling back home again
Stuck by the phone again
.
Have I still got you to be my open door
Have I still got you to be my sandy shore
Have I still got you to cross my bridge in this storm
Have I still got you to keep me warm
.
If I squeeze my grape and I drink my wine
Coz if I squeeze my grape and I drink my wine
Oh coz nothing is lost, it's just frozen in frost
,And it's opening time, there's no-one in line
.
But I've still got me to be your open door,
I've still got me to be your sandy shore
I've still got me to cross your bridge in this storm
And I've still got me to keep you warm
.
Warmer than warm, yeah
Warmer than warm, yeah
Warmer than warm, yeah
Warmer than warm, yeah
segunda-feira, 23 de março de 2009
coz nothing is lost, it's just frozen in frost
sábado, 21 de março de 2009
Las Madres del Monte


Na Argentina a cada dois minutos é destruído um hectare de terra, o equivalente a 40 campos de futebol por dia, para cultivo de soja transgénica. Neste processo milhares de pessoas são deslocadas e diversas espécies vegetais e animais arrasadas. Julio Pantoja tem dedicado o seu trabalho à denúncia de situações de injustiça. Com este trabalho presta homenagem a todas as mulheres que arriscam a vida a tentar defender a sua fonte de sobrevivência: a terra e os montes que a rodeiam.
Exposição de fotografia para ver de 7 a 31 de Março na Sala de Exposições do TEMPO - Teatro Municipal de Portimão.
sexta-feira, 20 de março de 2009
Equinócio
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O Sol, na sua órbita aparente (vista da Terra), acabou de cruzar o plano do equador celeste (ou seja, a linha do equador terrestre projectada na esfera celeste).
Por outras palavras: começou a PRIMAVERA!!
˚ ° • ° ˚ ƸӜƷ ˚ ° • ° ˚
........˚ ° • ° ˚ ƸӜƷ ˚ ° • ° ˚
A propósito de solidão
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Caspar David Friedrich, Der Mönch am Meer /O Monge à Beira-Mar, 1808-1810
Berlin, Nationalgalerie
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"I embrace my solitude as a beautiful gift; I will become beautiful through it.”
Susan Sontag, Reborn: Journals & Notebooks 1947 - 1963, entry for 11.4.50
(Obrigada, AD)
quinta-feira, 19 de março de 2009
Dia do Pai
E já agora uma ideia, que poderão usar no próximo ano, para o pai que tem tudo:
quarta-feira, 18 de março de 2009
terça-feira, 17 de março de 2009
segunda-feira, 16 de março de 2009
"Alice hesitou um instante. Olhou para os olhos de Fabio, pela primeira vez com atenção, e não conseguia aguentá-los mais do que um segundo. Eram azuis e sem sombras, limpos como o céu atrás de si e Alice deu por si lá dentro perdida, como se tivesse ficado nua numa gigantesta sala vazia."
Paolo Giordano, a solidão dos números primos
domingo, 15 de março de 2009
sábado, 14 de março de 2009

"Os números primos apenas são divisíveis por 1 e pelo próprio número. Estão no lugar que lhes é próprio na infinita série dos números naturais, esmagados como todos entre dois, mas um passo mais além relativamente aos outros. São números desconfiados e solitários e, por isso, Mathia achava-os maravilhosos. Por vezes achava que tinham ido parar por engano àquela sequência, que tinham ficado lá aprisionados como pequeninas pérolas num colar. Outras vezes, ao invés, desconfiava que também eles gostassem de ser como os demais, apenas uns números quaisquer, mas que por algum motivo não haviam sido capazes."
Paolo Giordano, a solidão dos números primos
quinta-feira, 12 de março de 2009
domingo, 8 de março de 2009
mimos
chocoterapia: exfoliação à base de sais marinhos e óleos essencials, envolvimento do corpo num aromático chocolate after-eight e, por fim, uma relaxante massagem com óleos essenciais. uhmmm!
Fiz aqui. Obrigada, A.L!!
quinta-feira, 5 de março de 2009
quarta-feira, 4 de março de 2009
a despropósito
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Já a despropósito, sendo que estamos no mês de Março, e apenas porque é lindo, em qualquer dia, mês ou ano:
vinte e oito promessas fundamentais para o ano de dois mil e nove
cortar os pulsos passando por cada veia,
inundar a cama, voltar a cosê-los em apenas
alguns minutos. aperfeiçoar todas as
técnicas de ressuscitar. depois, ser para sempre
com a ganância distinta da felicidade
valter hugo mãe
in: diga trinta e três, cadernos do campor alegre/12, Fundação Ciência e Desenvolvimento
segunda-feira, 2 de março de 2009
linhas e horizontes

Acabei de ouvir o novíssimo album dos U2, No Line on the Horizon.
Continuam em grande forma, com letras muito inspiradas e aquela sonoridade muito própria, embora saiba ir evoluindo com o tempo.
E a minha edição especial, que inclui o CD, um DVD, um livro hardcover e um poster, é uma beleza!
domingo, 1 de março de 2009
Sugestões de Leitura
Estes foram os livros propostos para a nossa próxima leitura:
A solidão dos números primos
Paolo Giordano
Alice é obrigada pelo pai a frequentar um curso de esqui para ser forte e competitiva, mas um acidente terrível deixará marcas no seu corpo para sempre. Mattia é um menino muito inteligente cuja irmã gémea é deficiente. Quando são convidados para uma festa de anos, ele deixa-a sozinha num banco de jardim e nunca mais torna a vê-la. Estes dois episódios irreversíveis marcarão a vida de ambos para sempre. Quando estes “números primos” se encontram são como gémeos, que partilham uma dor muda que mais ninguém pode compreender.
Morte no retrovisor
Vasco Graça Moura
Um menino obcecado por um periquito azul, enquanto graves coisas se vão passando; uma conversa na oficina de António Gonçalves, o impressor de "Os Lusíadas"; o reencontro de um casal suburbano desavindo; um maestro fatigado que se deixa adormecer à beira-mar; uma história de sexo, assassínio e talvez espionagem; Graham Greene, padrinho e amante de Catherine Walston; a segunda carta que Philip Lord Chandos, filho mais novo do Conde de Bath, escreveu a Francis Bacon; um caso de amor e morte, com a Alemanha nazi em pano de fundo e latas de sardinhas Walkyrie de permeio, uma tragédia operática no Largo do Picadeiro, os bizarros mistérios de um colégio de meninas de boas famílias... e mais uma dezena de outros universos singulares revisitados com um a ironia que vai das ficções à quase ficções engendradas pelo autor.
Os filhos da meia-noite
Salman Rushdie
(já proposto no mês passado)
O pequeno incendiário
E.S. Tagino
Depois de nos surpreender com as narrativas Mataram o Chefe de Posto e Nem por Sonhos, E.S. Tagino volta à escrita com O Pequeno Incendiário. Uma narrativa onde somos convidados a ver o mundo pelos olhos de um menino de 11 anos.? Tinha onze anos quando o meu avô morreu. Mas não fui ao funeral porque tinha um teste à mesma hora e a minha mãe achou que os meus estudos eram muito mais importantes.? Assim tem início uma narrativa rica e sensorial, onde o menino narrador é o nosso anfitrião. Pelos olhos dele vêmo-lo crescer, e ao seu mundo com ele. A idade da descoberta, dos prazeres da vida, da percepção do mundo dos adultos e das coisas menos belas que este lhe ensina. As relações familiares povoam cada página, enviando-nos frequentemente mensagens subliminares do peso da educação para a formação do indivíduo. Este é um livro para pais e filhos. Tem duas leituras e ambas resultam numa agradável surpresa. O ágil jogo de espelhos prende-nos do princípio ao fim com um sentimento ora terno ora resignado.
A Arte da Alegria
Goliarda Sapienza
Era uma vez uma menina, Modesta, nascida no dia 1 de Janeiro de 1900, num mundo frustrado e rapidamente desaparecido. Não. "A Arte da Alegria" resiste a qualquer apresentação. Romance de aprendizagem, ele desdobra-se numa multiplicidade de caminhos. Romance dos sentidos e da sensualidade, ele ressuscita os fervores políticos que marcaram o século XX. Situado numa Sicília por vezes sombria, outras solar, prolonga-se pelo horizonte dos mares e das grandes cidades europeias... Um romance sensual, erótico e inteligente que percorre a história dos primeiros cinquenta anos dos século XX europeu pelas mãos de Modesta, uma heroína excepcional que aprende a ascender das suas humildes origens sicilianas até à aristocracia e ao poder, valendo-se da sua astúcia e dos seus dotes de sedução, sem com isso renunciar ao seu irredutível anelo de liberdade e ao seu insaciável amor pela vida.
Uma cabeça decepada
Iris Murdoch
Martin Lynch-Gibbon acredita que pode possuir não só uma bela mulher como uma amante encantadora. Porém, quando Antónia, a sua mulher, o troca pelo psicanalista, Martin vê-se a braços com uma exaustiva reeducação emocional. Esforça-se por se comportar com elegância e bom senso. Conhece então uma mulher cujo esplendor demoníaco, que lhe repugna de início, acaba por despertar nele uma paixão devastadora. Como lhe explica a sua Medusa: «Isto não tem nada a ver com a felicidade.»
«É de amores proibidos, mas sempre activos, que fala especial e expressamente esta obra de Murdoch... E de como os indivíduos se restabelecem rapidamente das dores da perda pela substituição do outro.»Dóris Graça Dias, Revista LER
Trainspotting
Irvine Welsh
Trainspotting fala-nos de um grupo de jovens da Edimburgo dos anos noventa, tão desesperadamente realistas que para eles o futuro é inconcebível. Ao contrário dos que procuram o dinheiro ou o êxito, eles frequentam o lado obscuro da vida, buscam as sensações intensas e o prazer imediato na heroína, no sexo e no "rock-and-roll". Irvine Welsh conseguiu fazer literatura da áspera linguagem dos seus personagens, semelhante à que podemos encontrar em ruas de qualquer cidade europeia. Trainspotting tornou-se um dos acontecimentos culturais da última década na Grã-Bretanha, foi adaptado ao teatro e depois ao cinema por Danny Boyle. «Merece vender mais exemplares que a Bíblia», afirmou em jeito provocador a revista Rebel Inc. «O Celine escocês dos noventa», entusiasmou-se o 'The Guardian'. Nascido em 1958 em Leith, Irvine Welsh frequentou a escola nos arredores de Edimburgo, deixando-a aos 16 anos para ser reparador de televisores, punk, drogado e músico falhado, antes de voltar a estudar na Universidade de Herriot-Watt e se tornar romancista. Em entrevista recente definiu assim as suas influências: «Não tenho heróis literários. Não vou buscar as minhas referências aos outros escritores, mas às letras das canções, aos vídeos e sitcoms… cheguei a Burroughs via Lou Reed ou Iggy Pop; a Brendan Behan e Dermot Bolger através das palavras de Shane McGowan dos Pogues.»
A vida secreta das abelhas
Sue Monk Kidd
Lily cresceu na convicção de que, acidentalmente, matou a mãe quando tinha apenas quatro anos. Do que então aconteceu, ela tem não só as suas próprias recordações mas também o relato do pai. Agora, aos catorze anos, tem saudades da mãe, a quem mal conheceu mas de quem recorda a ternura, e sente uma desesperada necessidade de perdão. Vive com o pai, violento e autoritário, numa quinta da Carolina do Sul, e tem apenas uma amiga, Rosaleen, uma criada negra cujo semblante severo esconde um coração doce. Na década de 60, a Carolina do Sul é um sítio onde a segregação é ainda realidade. Quando, ao tentar fazer valer o seu recém- -conquistado direito de voto, Rosaleen é presa e espancada, Lily decide agir. Fugidas à justiça e ao pai de Lily, elas seguem o rasto deixado por uma mulher que morreu dez anos antes e encontram refúgio na casa de três excêntricas irmãs apicultoras. Para Lily esta vai ser uma viagem de descoberta, não só do mundo, mas também do mistério que envolve o passado de sua mãe.A Vida Secreta das Abelhas é um romance sobre o poder transcendente do amor e a faceta feminina de Deus. Sue Monk Kidd, ao escrever sobre o que é misterioso, e até difícil, na vida, ilumina tudo o que esta tem de maravilhoso. Ela prova que uma família pode ser encontrada nos sítios menos prováveis – talvez não sob o nosso próprio tecto, mas no sítio mágico onde encontramos o amor.
Mil sóis resplandecentes
Khaled Hosseini
Há livros que se enquadram na categoria de verdadeiros fenómenos literários, livros que caem na preferência do público e que são votados ao sucesso ainda antes da sua publicação. Há já algum tempo que se ouvia falar de Mil Sóis Resplandecentes, do afegão Khaled Hosseini, depois da sua fulgurante estreia com O Menino de Cabul, traduzido em trinta países e agora com adaptação cinematográfica em Portugal. A verdade é que assim que as primeiras cópias de Mil Sóis Resplandecentes foram colocadas à venda, o romance liderou o primeiro lugar nos Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, Alemanha, Holanda, Itália, Noruega, Nova-Zelândia e África do Sul, estando igualmente muito bem classificado no Brasil e em França. A própria Amazon americana afirmou que há muito tempo não tinha visto um entusiasmo tão grande a propósito de um livro. Devido ao elevado número de encomendas, nos Estados Unidos, foram realizadas cinco reedições ainda antes do livro chegar às livrarias e na primeira semana após a publicação, já tinham sido registadas um milhão de cópias em circulação. É pois um caso verdadeiramente arrebatador que combina preferências populares potenciadas pelo efeito de passa-palavra às melhores críticas internacionais. Confirmando o talento de um grande narrador, Mil Sóis Resplandecentes passa em revista os últimos trinta anos no Afeganistão através da comovente história de duas mulheres afegãs casadas com o mesmo homem, unidas pela amizade e pela dor proveniente dos abusos que lhes são infligidos, dentro e fora de casa, em nome do machismo e da violência política vigente durante o regime taliban, mas separadas pela idade e pelas aspirações de vida. Um livro revelador, que aborda as relações humanas e as reforça perante reacções de poder excessivo e impunidade.
Os passageiros da noite
Haruki Murakani
Por uma noite, Murakami leva-nos com ele através de uma Tóquio sombria, onírica, hipnótica. Um deslumbrante romance perpassado de uma singular atmosfera poética, na fronteira entre a realidade e o universo fantasmático, onde cada pormenor, olhado retrospectivamente, faz sentido.Num bar, Mari encontra-se mergulhada num livro, enquanto bebe o seu chá e fuma cigarro atrás de cigarro. Às tantas, entra em cena um músico que a reconhece. Ao mesmo tempo, encerrada num quarto, Eri, a irmã de Mari, dorme com os punhos cerrados, sem saber que está a ser observada por alguém.Em torno das duas irmãs desfilam personagens insólitas: uma prostituta chinesa vítima de agressão, a gerente de um hotel do amor, um técnico informático, uma empregada de limpeza em fuga. Sucedem-se acontecimentos bizarros: um aparelho de televisão que, de um momento para o outro, começa bruscamente a funcionar, um espelho que conserva os reflexos.
Money
Martin Amis
Amazon.com Review - Absolutely one of the funniest, smartest, meanest books I know. John Self, the Rabelaisian narrator of the novel, is an advertising man and director of TV commercials who lurches through London and Manhattan, eating, drinking, drugging and smoking too much, buying too much sex, and caring for little else besides getting the big movie deal that will make him lots of money. Hey, it was the '80s. Most importantly, however, Amis in Money musters more sheer entertainment power in any single sentence than most writers are lucky to produce in a career.
O fim pode esperar
Diana Athill
(já foi proposto no mês passado)
Ler Lolita em Teerão
Azar Nafisi
Em 1995, depois de se ter demitido do seu lugar de professora numa universidade de Teerão, devido aos condicionalismos políticos impostos pela revolução islâmica, Azar Nafisi convida sete das suas melhores alunas para uma reunião semanal na sua casa, onde estudariam as grandes obras da Literatura Ocidental. Como os livros que liam estavam oficialmente proibidos pelo Governo, eram obrigadas a encontrar-se em segredo, muitas vezes partilhando fotocópias dos livros ilegais. Durante dois anos encontraram-se para falar – dos livros e da vida de cada uma – e embora algumas delas se sentissem intimidadas a princípio, depressa se entusiasmaram com as reuniões e usaram-nas para debaterem as realidades sociais, culturais e políticas da vida num país submetido às regras do fundamentalismo islâmico.
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E a nossa próxima leitura é:
A solidão dos números primos, de Paolo Giordano
..."porque a vida ri-se das previsões e põe palavras onde imaginámos silêncios, e súbitos regressos quando pensámos que não voltaríamos a encontrar-nos"
in José Saramago, A Viagem do Elefante
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
Não há limites para o ridículo...
Li no Público, que a Ryanair pondera seriamente começar a cobrar as idas dos passageiros à casa-de-banho. Estão a pensar instalar umas ranhuras para os passageiros inserirem uma moeda (uma libra), de forma a poderem utilizar as instalações sanitárias.
Também ponderam fechar todos os balcões de check-in e manter apenas o serviço de check-in online.
O que se seguirá? Lugares de pé nos aviões?
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
Um português na Casa Branca

Parece que a família de Barack Obama já se decidiu: o próximo inquilino de quatro patas da Casa Branca vai mesmo ser um nosso muito português cão de água.
Li a notícia no Público e adorei o comentário de um leitor: "Já temos um peixe em Bruxelas, agora vamos ter um cão na Casa Branca. Estamos em grande." :-)
Pois é... Estamos de 4, mas estamos lá!
terça-feira, 24 de fevereiro de 2009
Encontrei este clip no site da sem-se-ver e não resisti a partilhá-lo convosco.
Há quem se entenda perfeitamente sem uma única palavra! Brilhante!
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Recebi hoje este postal da Tunísia, do bairro onde vive a minha amiga A.
Já tenho o bilhete comprado para a ir visitar!!
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
sábado, 14 de fevereiro de 2009
Para o M.
... uma das minhas pessoas favoritas, com os votos de um excelente dia de aniversário.
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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
Sexta-feira, 13

Triscaidecafobia é um medo irracional e incomum do número 13. O medo específico da sexta-feira 13 é chamado de Paraskavedekatriaphobia ou parascavedecatriafobia, ou ainda frigatriscaidecafobia.
As coisas que se aprendem na net...
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
grandes

Faz hoje duzentos anos, a 12 de Fevereiro de 1809, nasceram dois homens extraordinários: Abraham Lincoln e Charles Darwin. Um político, o outro biólogo, tiveram um papel revolucionário: um veio libertar uma parte da humanidade, ao abolir a escravatura, o outro veio libertar toda a humanidade do dogma do criacionismo (ok, menos meia dúzia de fanáticos norte-americanos que continuam a negar as suas teorias...).
Merecem ser lembrados.
delícias
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Todos os anos, para celebrar a colheita do chá, os habitantes das montanhas no Taiwan oferecem Dim Sum Cha - literalmente "chá que vem do coração" - às pessoas que amam.
Este chá é preparado com as primeiras folhas do chá Bao Zhong, um chá ligeiramente fermentado qye é particularmente famoso na ilha, e com botões de rosa apanhadas nesse dia em redor das casas.
As folhas de chá e os botões de rosa são então colocados em pequenos cestos de bambu, idênticos aos que são usados na cozinha chinesa. Após alguns dias, as folhas frescas de chá adquirem o aroma subtil dos botões de rosa.
Todas as Primaveras, no Japão, o florescimento das cerejeiras é um evento aguardado com expectativa. Durante cerca de duas semanas, no início de Abril no sul, e um pouco mais tarde no norte, as árvores cobrem-se de flores e despertam de novo a profunda admiração pela Natureza do povo japonês.
Inspirado na tradição japonesa do Hanami, o nome dado à contemplação destas árvores, e criado em homenagem às mulheres de Kyoto, o chá Fleur de Geisha é uma mistura requintada de chá verde japonês, subtilmente aromatizado com flor de cerejeira. Celebra a beleza, a harmonia e a delicadeza desta natureza efémera.
Na aldeia de Jinhong, localizada no coração do Triângulo Dourado, entre a China e Laos, uma tradição ancestral é mantida viva. Quando a lua nova anuncia o início do Ano Novo, os jovens adultos da aldeia oferecem aos seus idosos o famoso chá das montanhas Pu Er, famoso pelas suas qualidades no prolongamento da longevidade.
Nos dias anteriores ao festival, os jovens vão para a floresta para encontrar uma árvore de canela e esculpir um recipiente de um dos seus ramos, no qual depositam o precioso chá. Após alguns dias, as folhas misturam-se com o aroma da canela.
Estes são alguns dos meus chás novos, comprados no Palais des Thés, e que desde já vos convido a vir cá provar.
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
ignorância sábia
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"E o elefante, O elefante, já lho disse no outro dia, é outra coisa, em um elefante há dois elefantes, um que aprende o que se lhe ensina e outro que persistirá em ignorar tudo, Como sabes tu isso, Descobri que sou tal qual o elefante, uma parte de mim aprende, a outra ignora o que a outra parte aprendeu, e tanto mais vai ignorando quanto mais tempo vai vivendo, Não sou capaz de te seguir nesses jogos de palavras, Não sou eu quem joga com as palavras, são elas que jogam comigo"
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José Saramago, A viagem do elefante
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
beleza pura
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
a propósito de elefantes
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uma das frases mais famosas da minha infância:
"Eu quero um bixuuuuuuuuuuuuuuu...
... nem que seja um elefante!!!
:-)
a culpa foi dele!
domingo, 8 de fevereiro de 2009
sushi/sashimi
Junichirō Tanizaki, in praise of shadows
sábado, 7 de fevereiro de 2009
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Poderoso, impressionante, inquietante, e com desempenhos absolutamente notáveis por parte de qualquer um destes senhores.
Joga com as empatias, com a nossa necessidade de chegar à verdade dos factos, com a dor excruciante da dúvida.
Imperdível.
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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
cornaca
A propósito d'A Viagem do Elefante", e para quem estava curioso mas não se tinha dado ao trabalho de ir a um dicionário, aqui fica a entrada do Dicionário Houauiss da Língua Portuguesa referente a cornaca:
“cornaca s.m. (1554 cf. NautTm) tratador ou condutor de elefantes ETIM segundo Dalg., cing. kūruneka - kūrunāyak - kūruva-nāyaka ‘amansador de elefante'; f. hist. 1638 cornaquas”
Já se adivinhava, mas ainda assim acho curioso que exista em português uma palavra específica para esta ocupação.
domingo, 1 de fevereiro de 2009
Pois eu vou mexer no destino, vou mudar-te a sorte
Os Búzios (Jorge Fernando)Fadista: Ana Moura
Havia a solidão da pressa no olhar triste
Como se os seus olhos fossem as portas de preto
Sinal da cruz que persiste, os dedos contra o quebranto
E os búzios que a velha lançava sobre um velho manto
À espreita está um grande amor mas guarda segredo
Vazio tens o teu coração na ponta do medo
Vê como os búzios caíram virados p’ra norte
Pois eu vou mexer no destino, vou mudar-te a sorte
Havia um desespero intenso na sua voz
O quarto cheirava a incenso, mais uns quantos pós
A velha agitava o lenço, dobrou-o, deu-lhe dois nós
E o seu padre santo falou usando-lhe a voz
À espreita está um grande amor mas guarda segredo
Vazio tens o teu coração na ponta do medo
Vê como os búzios caíram virados p’ra norte
Pois eu vou mexer no destino, vou mudar-te a sorte
À espreita está um grande amor mas guarda segredo
Vazio tens o teu coração na ponta do medo
Vê como os búzios caíram virados p’ra norte
Pois eu vou mexer no destino, vou mudar-te a sorte!
Ontem foi noite de fados. Este foi o que mais gostei.
sábado, 31 de janeiro de 2009
Happy birthday, mum!
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Luís Noronha da Costa, Sem Título, 1977
E porque foi um dos quadros de que a minha mãe mais gostou na nossa recente visita ao Museu Colecção Berardo, aqui fica para ela.
Diz no site da Colecção Berardo, em relação a este quadro:
"Na pintura "Sem título", 1977, uma pequena paisagem diurna com cipreste e nuvem desfocada, repete-se em rectângulos definidos por grelha preta, com a sombra da mesma, que provoca um efeito espacial de suspensão sobre a própria pintura, excepto no rectângulo na imagem focada."
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
The Arrival
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Jackson Pollock, Untitled (Green Silver), c. 1949
"The modern painter cannot express his age, the airplane, the atom bomb, the radio, in the old forms of the Renaissance or of any other past culture. Each age finds its own technique."
Jackson Pollock, 1912-1956.
Descobri no Politics and Prose que também podemos fazer o nosso próprio "Jackson Pollock"! Sigam este link e mexam o rato na tela branca. Para mudar de cor basta clickar no botão do rato. Divirtam-se!
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
de homem para homem
A Beatriz é Ella, uma personagem vai progressivamente perdendo a sua identidade, à custa das escolhas que lhe vão permitindo sobreviver.
O texto é de Manfred Karge e conta a história desta mulher ao longo de quase 50 anos, desde os anos 30 até ao início dos anos 80, num percurso onde espreita sempre a História da Alemanha.
Apesar de reportar a um período específico da História de um determinado país, o texto é intemporal como são intemporais as más escolhas na vida, e a diluição da identidade que delas resulta, alienando-nos cada vez mais do que somos ou a uma dada altura quisemos ser.
domingo, 18 de janeiro de 2009
aspersor de chocolate
Sugestões de leitura
As sugestões das nossas leitoras para estes frios tempos de inverno foram as seguintes:
- Diana Athill, O fim pode esperar, Pedra da Lua
Diana Athill fez noventa anos em Dezembro de 2007. O Fim Pode Esperar conta a história do que significa ser velho: como o prazer do sexo esmorece, como a alegria da jardinagem aumenta, o quanto há para recordar, para esquecer, para lamentar, para perdoar - e como se enfrenta o facto inevitável da morte. Diana Athill perdeu uma das suas aptidões, ou a candura como escritora, o seu gosto pelo pormenor íntimo. O seu livro está cheio de histórias, acontecimentos e pessoas, e do tipo de reflexão honesta e inteligente que tem sido apanágio da sua escrita através de toda a sua longa carreira.
«Raramente fazíamos algo juntos, a não ser uma ceiazinha agradável e ir para a cama, porque tínhamos muito pouca coisa em comum para além do gostar de sexo», escreve Diana sobre a sua última relação amorosa, quando tinha já perto de setenta anos. «Partilhávamos também o facto de ambos termos dores nos pés, o que era quase tão importante como gostar de sexo, porque quando se começa a sentir o peso da idade, é reconfortante estar com alguém nas mesmas condições».
- Iris Murdoch, O Príncipe Negro, Relógio d’Água
O Príncipe Negro é uma história de amor. Mas como seria de esperar de Iris Murdoch é, ao mesmo tempo, um emocionante thriller intelectual, uma meditação sobre arte, o amor e deus.Bradley Pearson, o narrador, é um escritor com um «bloqueio». Rodeado de amigos e familiares vorazes – a sua ex-mulher e o cunhado delinquente, a irmã, um escritor de sucesso mais novo, Arnold Baffin, bem como a sua esposa – Bradley procura escapar a esse cerco social para escrever a obra da sua vida.O seu fracasso dá origem a um clímax violento e a um final que coloca tudo numa nova perspectiva.
- José Saramago, A viagem do elefante, Editorial Caminho
Em meados do século XVI o rei D. João III oferece a seu primo, o arquiduque Maximiliano da Áustria, genro do imperador Carlos V, um elefante indiano que há dois anos se encontra em Belém, vindo da Índia.Com base nesses escassos elementos, e sobretudo com uma poderosa imaginação, José Saramago coloca agora nas mãos dos leitores esta obra excepcional que é A Viagem do Elefante. Neste livro, escrito em condições de saúde muito precárias, não sabemos o que mais admirar – o estilo pessoal do autor; a combinação de personagens reais e inventadas; o olhar sobre a humanidade em que a ironia e o sarcasmo, marcas da lucidez implacável do autor, se combinam com a compaixão com que o autor observa as fraquezas humanas.
- Anne Enright, Corpo Presente, Gradiva
Anne Enright é considerada actualmente uma das vozes irlandesas mais singulares, ombreando com os melhores romancistas contemporâneos.
Anne Enright nasceu em Dublin em 1962. Publicou uma colectânea de contos, com o título The Portable Virgin, galardoada com o Prémio Rooney. Para além do presente romance, vencedor do Prémio Man Booker, é também autora dos romances The Wig My Father Wore, finalista do Prémio Irish Times/Aer Lingus Irish Literature; What Are You Like?, vencedor do Prémio The Royal Society of Authors Encore e The Pleasure of Eliza Lynch.
Ao reconstituir o fio de uma traição e redenção através das gerações, este livro mostra como as recordações se transfiguram e os segredos inquinam. Com uma inteligência notável, Anne Enright dá-nos uma perspectiva nova e inesquecível do mundo.
«Anne Enright escreveu um livro poderoso, inconveniente e, por vezes, irado. Corpo Presente é um olhar impiedoso sobre uma família enlutada, transmitido numa linguagem franca e surpreendente.»- Howard Davies, Presidente do Júri do Prémio Man Booker 2007
«Uma reflexão poética sobre a memória e os laços que unem três gerações de uma família irlandesa. Onírica, sábia. […] Anne Enright é única.»- Kirkus Reviews
- Salman Rushdie, Os filhos da meia noite, Dom Quixote
O autor é um homem dividido entre 3 culturas, o que decerto contribuiu para conferir ao seu trabalho uma espécie de permanente distanciação, não feita de indiferença, mas de uma empenhada capacidade de questionar. A primeira dessas culturas é a da Índia, país onde Rushdie nasceu; a segunda é a do Paquistão, terra de refúgio da sua família, e a terceira é a da própria Inglaterra, onde estudou e vive.
O romance "Os filhos da meia noite", publicado originalmente em 1980, ganhou no ano seguinte o conceituado prémio de literatura em língua inglesa Booker Prize. Em 1993, e novamente em 2008, este romance foi premiado com o título "Booker of Bookers Prize".
A história da Índia moderna, a partir de sua independência em 15 agosto de 1947, é a base do romance de Salman Rushdie que utiliza como fio condutor a troca de dois bebés, um de família hindu e outro de origem muçulmana, nascidos exatamente à meia-noite.
- Carlos Ademar, Memórias de um assassino romântico, Oficina do Livro
Após vários anos a trabalhar na Polícia Judiciária, Xavier decide, após receber uma herança, abandonar a carreira e torna-se detective privado. A experiência na PJ revelou-lhe que a Justiça tem dois pesos e duas medidas e que na maior parte das vezes interesses obscuros impedem que os culpados sejam condenados.Um dia entra no seu escritório a mulher de um gerente bancário, humilhada pelo marido, pede ajuda ao detective para conseguir um divórcio financeiramente vantajoso. O que inicialmente parecia uma história vulgar veio a revelar-se o princípio de uma missão solitária de justiçar os fracos e castigar os responsáveis pelo sofrimento humano.Mas se todas as missões têm um fim em nome de uma "justiça natural", quem se consegue salvar?
- Ivo Andrić, A ponte sobre o Drina, Cavalo de Ferro
Prémio Nobel de Literatura em 1961.
No início, o leitor encontra-se em pleno século XVI, em Visegrad, cidade na fronteira entre a Sérvia e a Bósnia. Mehmed-Paxá, Grão-vizir, sonha ainda com o dia em que, criança, foi separado da sua família cristã, obrigado a atravessar para a outra margem do rio. É essa criança que agora, décadas depois, convertido à fé do Islão, dá a ordem de construção de uma ponte sobre o rio Drina. Esta é a história épica dessa ponte, e também a dos seus habitantes. A sua edificação exigiu anos de trabalho árduo, lágrimas e sangue, sacrifícios e vítimas. Ao longo dos séculos a ponte foi local de passagem, de encontros, de conversas, de conspirações; sofreu inundações, foi encerrada para impedir o alastrar da peste, assistiu a suicídios; sobre ela transitaram exércitos em fuga e desfilaram outros vitoriosos; nela foram executados espiões, viu o desmoronar de Impérios, e o nascer de novas nações...
Romance histórico, grande épico europeu, «A Ponte sobre o Drina» pertence à categoria das obras incontornáveis da literatura mundial.
A nossa A., aquando da sugestão deste livro, não se lembrava nem do apelido do escritor, nem tinha certezas quanto ao título, pelo que foi um pouco gozada. Respondeu que ainda o haveríamos de escolher e que ainda o iríamos “adorar em uníssono”!
Talvez, talvez… Mas ainda não é desta, porque o vencedor incontestável desta votação foi:
A viagem do elefante, de José Saramago
sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

E por falar em verde...
o Popeye é nosso!
Entrou desde ontem no domínio público porque passam 70 anos sobre a morte de Elzie Segar, que inventou Popeye, a sua namorada Olívia Palito e o seu inimigo Bluto.
Pelo que li, a personagem foi inventada sobre uma falácia, pois, ao que parece, o espinafre, apesar de ser um alimento nutritivo, não é particularmente rico em ferro. Ainda assim, é uma fonte de vitamina A, E e anti-oxidantes. A ideia de que o espinafre seria muito rico em ferro teve origem em 1870, e foi veiculada pelo Dr. E. von Wolf, resultante de um erro de uma casa decimal. Só em 1937 se descobriu que afinal o seu teor de ferro era 1/10 do que alegava von Wolf. E estudos mais recentes descobriram a presença de uma substância que impede que 90% do seu teor em ferro seja absorvida pelo corpo!
Pois é... Às tantas o Popeye escondia uns esteróidezinhos dentro da lata de espinafres...
Ainda assim, é uma figura da nossa infância e responsável por muito do espinafrinho que comi em miúda!






















