O último dos apontamentos de viagem tunisinos (pelo menos desta vez, porque pretendo voltar!), é dedicado às ruínas de Dougga (ou Thugga), consideradas Património Mundial pela UNESCO.
As ruínas ocupam toda uma colina, e a toda a volta, com excepção de um pequeno aglomerado de casas junto a uma das entradas, apenas campos verdejantes a perder de vista.
O local emana uma paz especial, inerente, inalienável e inexplicável, e talvez por isso me tenha tocado tanto. O tempo estava perfeito, uma temperatura agradável e umas nuvens à vez ténues e carregadas que conferiam um dramatismo acrescentado àqueles vestígios de outros tempos e outros povos.
O estado de preservação dos edifícios e ruas é impressionante e podíamos imaginar sem esforço os habitantes romanos nas suas lides do dia a dia.
E o que também é especial neste local é a forma como se vai desenrolando perante o nosso olhar à medida que nele nos adentramos. Como se situa numa encosta, em planos distintos, a cada virar de uma esquina nos deparamos com um edifício particularmente bem preservado, um arco, um baixo-relevo, um mosaico, umas colunas, passagens subterrâneas, ou um enquadramento particularmente bonito. A ser descoberto sem pressas.
O Teatro
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o Capitólio
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terça-feira, 5 de maio de 2009
Dougga
segunda-feira, 4 de maio de 2009
Até sempre, Vasco Granja!
Li há pouco no Público que faleceu o Vasco Granja.
E, para além da pena que senti, até me arrepiei pois ainda hoje tinha pensado nele: o reboliço apresentou-me o desafio de pensar nas 15 séries de televisão que deram consistência à minha vida (ainda estou a pensar, logo sairá o post). E no rascunho de lista que já iniciei lá está o "Cinema de Animação" do Vasco Granja, que apesar de não ser propriamente uma série é um dos programas de televisão que mais me marcaram em miúda.
Penso que toda a minha geração que via o programa tem uma dívida de gratidão para com este senhor, por nos ter aberto os horizontes e nos mostrado tanta e tão boa animação.
Aqui fica, em jeito de homenagem, uma aparição do Vasco Granja no Herman Enciclopédia, a parodiar o seu próprio programa.
sexta-feira, 1 de maio de 2009
Ayrton Senna
Deixou-nos há 15 anos.
Ainda me lembro da emoção que era vê-lo correr, e da incrediblilidade perante o que aconteceu nesse 1 de Maio de 1994.
quinta-feira, 30 de abril de 2009
quarta-feira, 29 de abril de 2009
O sorriso e a dança
Assinala-se hoje o Dia Mundial da Dança e o Dia Mundial do Sorriso.
Para celebrar duas coisas que tanto contribuem para a felicidade e bem-estar da humanidade, aqui fica um clip de um filme de Charlie Chaplin.
segunda-feira, 27 de abril de 2009
El Jem

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(fotos minhas, excepto a primeira)
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Em El Jem, uma pequena povoação não muito longe da costa este da Tunísia, ergue-se este magnífico anfiteatro romano (o terceiro maior do Império Romano, depois do Coliseu de Roma e do Anfiteatro de Capua). Entre as casa baixas da povoação, o impressionante monumento adquire um impacto talvez ainda mais dramático do que o do seu congénere de Roma.
Lá dentro, ainda quase se pode sentir a euforia das massas perante aqueles que terão sido os espectáculos mais recorrentes naquele recinto: as corridas de carro e as lutas de gladiadores.
Estava mesmo à espera de ver aparecer o Russell Crowe por alguma das saídas das catacumbas! :-)
sábado, 25 de abril de 2009
amigos
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Li há dias no New York Times um artigo acerca de estudos recentes que apontam para a importância da amizade e das redes sociais para a saúde dos indivíduos. Estes investigadores começam a estudar o papel dos amigos enquanto armas contra a depressão e a doença, contribuindo para um envelhecimento mais lento e uma vida mais prolongada.
São boas notícias para quem, como eu, tem a ventura de estar rodeada de bons amigos. E pode até surpreender que se viva mais tempo assim. Mas mais do que viver mais tempo, estou certa de algo para o qual não necessito das conclusões de nenhum estudo científico: vive-se muito melhor!
Quero aproveitar para agradecer a todos os meus amigos (presentes fisicamente ou à distância de um e-mal, sms ou telefonema) que contribuiram para tornar o meu dia de aniversário um dia especial. Retribuirei sempre o carinho.
quinta-feira, 23 de abril de 2009
Sidi Bou Said
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Tive o privilégio de viver numa linda casa bem no centro de Sidi Bou Said, a belíssima vila azul e branca que já foi refúgio de escritores como Simone de Beauvoir e André Gide ou de pintores como Henri Matisse, August Macke ou Paul Klee (de quem se diz que a sua passagem por aqui foi uma viragem decisiva na sua utilização da cor e da luz).
É verdade que durante o dia está pejada de turistas, mas ainda assim é encantadora.
A rua principal, e ao cimo o famoso Café des Nattes
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O Café des Délices, com as suas múltiplas esplanadas com vista para a baía
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As portas têm tradicionalmente três batentes: o que está mais abaixo destinava-se a crianças e os dois de cima um para homens, outro para mulheres. O som produzido por cada um deles é diferente de forma a dar a conhecer ao habitante quem poderá estar à porta.
(fotos minhas)
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Ai, ai, ai, que saudades!
Quero voltar!
quarta-feira, 22 de abril de 2009
Pechincha!
Vaguear pela medina de Tunes e regatear cada uma das pequenas lembranças que lá comprei foi das experiências mais giras da minha semana tunisina. Requer boa disposição, paciência, sentido do dramático, e alguma latitude para o assédio constante dos vendedores. Os diálogos eram hilariantes, entre o meu francês miserável, o francês igualmente miserável de muitos tunisinos e a vontade de comunicar.
terça-feira, 21 de abril de 2009
Um gajo de Lagos a tocar em Tunes
Em óptima companhia, fui a um dos concertos do festival JazZàcarthage, na sala de concertos do Hotel Barceló, a alguns quilometros de Tunes, supostamente para ouvir Kevin Mahogany e Ayo.
O Kevin Mahogany deleitou-nos com um vozeirão fantástico e um concerto muito bem disposto e bem jazzístico.
Depois, e em vez da prometida Ayo, apareceu-nos em palco um homem franzino que se apresentou em palco só e apenas com a sua guitarra (que trocava ao fim de cada música). Pela reacção apaixonada da plateia percebemos que tínhamos artista.
Foi só abrir a boca e atacar a guitarra!
Que voz! Que músico!
Absolutamente fabuloso!
Trata-se de Keziah Jones, o Jimmy Hendrix nigeriano, de quem fiquei fã e que espero voltar a ouvir/ver, nalgum outro canto deste planeta.
terça-feira, 7 de abril de 2009
Nocturno Indiano
Trailer da edição japonesa de Nocturno Indiano, filme de Alain Corneau, de 1989
(Não consigo arranjar o filme, fica só este "cheirinho"...)
domingo, 5 de abril de 2009
Le Manège Carré Sénart
A Zona Ribeirinha de Portimão vai ser palco de extraordinárias viagens ao mundo do imaginário, de 4 de Abril a 3 de Maio com o emblemático Carrossel Carré Sénart.
Com uma superfície de mais de 300 m2 e uma altura de 14 m, este Carrossel foi imaginado e construído por François Delarozière evocando todo um imaginário através das suas figuras insólitas e móveis - búfalos gigantes, insectos trepadores e cabeças de peixe.
Para tornar a viagem ainda mais divertida, cabe ao público a bordo dar vida a estas criaturas, únicas e construídas à medida, accionando os elementos disponíveis, como pedais e alavancas, entre outras componentes.
Com uma lotação máxima de 49 pessoas, este mecanismo de movimento - mecânico e manual - cria, por si só, um espectáculo visual.
Reconhecido pela sua singularidade e criatividade, o Carrossel Manège Carré Sénart é já um símbolo da cidade francesa de Sénart, e vai percorrer várias cidades europeias, tendo já passado por Madrid (Espanha), seguindo-se Anvers (Bélgica); Le Havre (França) e Londres (Inglaterra).


(fotos minhas, desenhos de François Delarozière, in Carnet de croquis - Le Manège Carré Sénart, Éditions La Machine, 2008)
terça-feira, 31 de março de 2009
o pó dos livros
“Há sobretudo esse tempo que é transportado fisicamente pelos livros. Esse pó que fica nos livros. O pó do tempo. Nos novos instrumentos não haverá pó. É só o que lhes falta. Esse pó quer dizer o tempo, a própria essência da nossa vida.”
Eduardo Lourenço
descobri aqui.
segunda-feira, 30 de março de 2009
Sobre Tigre Branco
A Ípsilon, do Público, pulicou já dois artigos e uma crítica sobre Tigre Branco.
Eu vou reservar para depois da leitura do livro, não vão conter spoilers...
Mas aqui ficam os links:
Para quem brilha a Índia?
"A escolha é nossa"
crítica
domingo, 29 de março de 2009
Propostas de leitura para o próximo mês
A Derrocada da Baliverna, Dino Buzzati
Terceiro livro de contos. Na história que dá o título ao livro, um homem vulgar decide-se a escalar clandestinamente a parede da Baliverna, um velho mosteiro degradado e transformado em refúgio de vagabundos e bandidos. Essa acção imponderada é punida com a derrocada de todo o edifício, provocando o terror do castigo subsequente. Em «Encontro com Einstein», descobrimos que é o próprio Diabo quem secretamente incentiva as descobertas científicas do génio. Em histórias como «Rigoletto», ou «A Máquina» são os próprios objectos, as máquinas modernas, que em confronto com o mundo dos mitos e da natureza, assumem uma personalidade autónoma que incarna todos os aspectos negativos do Homem: vaidade, inveja e crueldade. Assim é o terceiro volume de contos publicado pelo autor (depois de «Os sete mensageiros» e «Pânico no Scala»), «A derrocada da Baliverna», é apontado pelo público e pela crítica como um dos livros mais conseguidos na carreira de Dino Buzzati.
«...recolha de 37 narrativas, onde [Dino Buzzati] dá sequência ao seu estilo e tom habituais, criando histórias de inquietude, desalento, mistério e horror. Mas também de suspense, aproximando-se do fantástico, do absurdo e do surreal.»Revista LER
Ler Lolita em Teerão, Azar Nafisi (já proposto no mês passado)
O "pacote indiano" - proposta da leitura conjunta dos dois seguintes livros:
O Tigre Branco, Aravind Adiga
Romance de estreia, entrou de imediato nas preferências dos críticos, que o classificaram como “uma estreia brilhante e extraordinária”. O livro revela uma Índia ainda muito pouco explorada pela ficção, a Índia negra, violenta e exuberante das desigualdades socioculturais. Toda a obra é uma longa carta dirigida ao Primeiro-Ministro chinês, escrita ao longo de sete noites. O autor da carta apresenta-se como o tigre branco do título, e auto-denomina-se um “empreendedor social”. Descrevendo a sua notável ascensão de pobre aldeão a empresário e empreendedor social, o autor da carta, Balram, acaba por fazer uma denúncia mordaz das injustiças e peculiaridades da sociedade indiana. Fica assim feito o retrato de uma sociedade brutal, impiedosa, em que as injustiças se perpetuam geração após geração, como uma ladainha que se entoa incessantemente ao ritmo de uma roda de orações. São muito poucos os animais que conseguem abrir um buraco na vedação e escapar ao destino do cárcere eterno. O Tigre Branco é um deles.
Nocturno Indiano, Antonio Tabucchi
Uma conjectura do autor é a de que este livro poderia servir de guia a um amante de viagens absurdas absurdas. E não deixa de ser absurda esta busca de um amigo que desapareceu, sombra que pertence a um passado também ele conjectural, numa Índia que se conhece quase só através de quartos de hotel, de hospitais, de estações de caminho caminho-de de-ferro ferro. Uma Índia que todavia transparece em conversas com profetas nómadas, Jesuítas portugueses, prostitutas de Bombaim, uma repórter que fotografa a miséria de Calcutá Calcutá. Mas este misterioso balletde sombras é sobretudo um hino às faculdades criativas da linguagem, pois é graças a uma palavra evocada em várias línguas que o viajante se aproxima daquele que procura. E é graças à escrita que esta viagem se transforma em livro, passa da insónia ao sonho e do sonho ao texto texto.
O Regresso, Bernhard Schlink
Pelo autor de O Leitor, um dos mais aclamados romances alemães.
A viver com a mãe na Alemanha do pós-guerra, o pequeno Peter passa as férias de Verão em casa dos avós, na Suíça. Responsáveis pela edição de uma colecção de livros, os avós dão ao neto o papel usado nas provas, em cujo verso ele pode escrever mas cujas histórias está proibido de ler. Um dia, Peter desobedece e descobre o relato de um prisioneiro de guerra alemão que, após ter enfrentado inúmeros perigos para fugir aos seus captores e regressar a casa, descobre que, durante a sua ausência, a mulher constituíra uma nova família. Mas Peter já tinha usado as páginas finais para fazer os trabalhos de casa e fica sem saber como termina a aventura. Anos depois, já adulto, decide procurar as páginas desaparecidas; uma busca que se altera por completo quando descobre que o seu pai, um soldado alemão que ele sempre acreditou ter morrido na guerra, pode ainda estar vivo. Sob o encantamento da sua própria história de amor, e à medida que começa a deslindar o mistério do desaparecimento do pai, Peter vê-se obrigado a questionar a sua própria identidade e a enfrentar o facto de a realidade ser, por vezes, um reflexo das expectativas dos outros.
Suttree, Cormac McCarthy
«O estilo balança entre dois registos. Um é o viril stacatto pós-Hemingway, em que as frases solitárias calçam as botas e fazem cara feia... (...) O outro é a sonoplastia neobíblica que resgata a sedutora inarticulação de Huck Finn (e de Whitman) e a promove a uma encantação hipnótica...»Rogério Casanova, Expresso, actual
O Príncipe Negro, Iris Murdoch
"O Príncipe Negro" é uma história de amor. Mas como seria de esperar de Iris Murdoch é, ao mesmo tempo, um emocionante "thriller" intelectual, uma meditação sobre arte, o amor e deus.Bradley Pearson, o narrador, é um escritor com um «bloqueio». Rodeado de amigos e familiares vorazes - a sua ex-mulher e o cunhado delinquente, a irmã, um escritor de sucesso mais novo, Arnold Baffin, bem como a sua esposa - Bradley procura escapar a esse cerco social para escrever a obra da sua vida. O seu fracasso dá origem a um clímax violento e a um final que coloca tudo numa nova perspectiva.
«Murdoch crê no amor como caminho para o conhecimento (e o verdadeiro conhecimento é necessariamente bom). (...) E "como ser bom?" é a interrogação ontológica radical que trespassa toda a obra de Iris Murdoch. Colocada, claro, com ironia e recorrendo a personagens a quem gostamos de tratar pelo nome. Um grande livro.»Ana Cristina Leonardo, Expresso, actual
«...apurado sentido crítico que permite a construção de situações e personagens únicos e onde o humor e a ironia andam de par.»Revista LER
Dom Casmurro, Machado de Assis
A história de Bento Santiago (Bentinho), apelidado de Dom Casmurro por ser calado e introvertido. Em adolescente apaixona-se por Capítu, abandonando o seminário e, com ele, os desígnios traçados por sua mãe, Dona Glória, para que se tornasse padre. Casam-se e tudo corre bem, até o amor se tornar ciúme e desconfiança. É esta a grande questão que magistralmente Dom Casmurro expõe ao longo de 148 capítulos: a dúvida que paira ao longo de toda a obra sobre a possibilidade de traição de Capítu, agravada pela extraordinária semelhança do filho de ambos, Ezequiel, com o grande amigo de Bentinho, Escobar.
A Ofensa, Ricardo Menéndez Salmón
Se o corpo é a fronteira entre cada um de nós e o mundo, como pode o corpo defender-nos do horror? Quanta dor pode um homem suportar? Pode o amor salvar aquele que perdeu a esperança? São estas algumas das perguntas implícitas em "A Ofensa", a história de Kurt Crüwell, um jovem alfaiate alemão empurrado pelo nazismo para o vórtice de uma experiência radical e insólita. Metáfora de um século trágico, viagem vertiginosa às raízes do Mal, este livro afirmou Ricardo Menéndez Salmón como um dos grandes nomes da jovem ficção espanhola.Finalista do Prémio Salambó e do Prémio Nacional da Crítica, além de ter sido considerado por vários órgãos da comunicação social como o melhor romance publicado em Espanha em 2007.
O Livreiro de Cabul, Asne Seierstad
Trata-se de um dos maiores best-sellers de todos os tempos na Noruega. Conta a história de uma jornalista, correspondente de guerra que, após ter feito a cobertura da ofensiva da Aliança do Norte contra os taliban, se dirigiu para Cabul onde conheceu Sultan Khan, o mais importante livreiro do seu país e também o mais antigo com 30 anos de negócio.
O Japão é um lugar estranho, Peter Carey
Viagem de Um Pai com o Seu Filho ao País da Manga e do Anime
Peter Carey percorre a Tóquio moderna e entrevista os protagonistas da cultura da «manga», procura respostas impossíveis, naquele estilo levemente ébrio que nos faz nunca perder a sua prosa.
Escrito com a destreza narrativa de um romancista de créditos firmados (vencedor do Booker Prize por duas vezes), este livro traz em si, também, a urgência da reportagem e a capacidade de observação do melhor jornalismo. Revela-nos aquilo a que muita gente ainda não terá dado a atenção necessária: que há uma nova geração de adolescentes ocidentais a crescer, nesta primeira década do século XXI, sob a influência da cultura popular japonesa. Peter Carey conduz o filho e é conduzido (levando-nos a nós também nessa viagem) pelos labirintos de uma cultura cheia de códigos mais ou menos impenetráveis para um estrangeiro. Uma cultura bem mais transparente para um adolescente familiarizado com os universos da manga e do anime do que para um adulto à procura de uma chave que se revela quase sempre «lost in translation».
Ganhou o "pacote indiano", pelo que leremos Tigre Branco/White Tiger, de Aranvid Adiga e Nocturno Indiano/Notturno Indiano, de Antonio Tabucchi. A próxima reunião terá, com certeza, um gostinho muito indiano.
sábado, 28 de março de 2009
hora do planeta: 28 de Março, entre as 20:30 e as 21:30
Earth Hour, em português Hora do Planeta, é uma campanha de sensibilização ambiental que pretende, que o máximo número de casas/cidades, fique às escuras durante 60 minutos.
quarta-feira, 25 de março de 2009
página 161, 5ª frase
Anda há bastante tempo uma cadeia na blogosfera que consiste em escrever a 5ª frase da página 161 do livro que estiver mais à mão. Como o Großwörterbuch Deutsch als Fremdsprache, da Langenscheidt, não oferece uma leitura muito aprazível, o segundo livro mais à mão é mesmo o nosso livro do mês, a solidão dos números primos, do Paolo Giordano.
E a 5ª frase da página 161 é:
"Mas a ti não te interessa nada." :-)
terça-feira, 24 de março de 2009
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O ciber-espaço tem uma nova coqueluche: o Twitter.
O Twitter é um serviço de rede social com base num site, que permite a disseminação, em tempo real, de mensagens com um limite máximo de 140 caracteres; as mensagens podem ser enviadas ou recebidas por SMS, em telemóveis ou PDAs com acesso à Internet, para além de aparecerem no próprio site, no perfil do utilizador e de quem o seguir.
Uma série de estrelas (Demi Moore, Ashton Kutcher - ler mais no Público) e figuras públicas (Barack Obama, nos tempos da campanha eleitoral) têm vindo a aderir à moda e vão publicando pequenas notas sobre as suas actividades do dia-a-dia, pensamentos, fotos, etc.
Por cá, e sempre na vanguarda, o Paulo Querido tem tido um papel importante na organização da Twittosfera portuguesa ao criar o TwitterPortugal.
Também alguns políticos e humoristas têm criado redes com milhares de seguidores, como o Nuno Markl e o Bruno Nogueira.
Como gosto de me ir mantendo informada em relação às novas tendências, já comecei a dedicar alguma atenção ao fenómeno (graças ao meu colega PC), mas devo admitir que ainda não percebi a razão para tanto alarido. Ao contrário dos blogues, que permitem a publicação de alguns materiais de qualidade (agulhas num enorme ciber-palheiro), no Twitter ainda só me deparei com superficialidades. Mas, como dizia a outra, "não negue à partida uma ciência que desconhece". A ver vamos!
segunda-feira, 23 de março de 2009
O Leitor
Um dos melhores livros que li ultimamente foi O Leitor, de Bernhard Schlink. De tanta coisa que já li sobre o Holocausto, este tocou-me por fazer vislumbrar o lado de lá, a perspectiva de uma perpetradora. Por outro lado, tocou-me ainda a questão da vergonha pela (falta de) cultura e as consequências devastadoras que pode ter.
Como sei que foi lido por muitos dos leitores deste blogue, deixo o link para a crítica do Íplison (Público).
E recomendo a leitura a quem ainda não o tenha feito, claro!





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