Foi fascinante ver Beatriz Batarda, uma das melhores actrizes portuguesas do momento, enfrentar sozinha o palco numa interpretação memorável.
A Beatriz é Ella, uma personagem vai progressivamente perdendo a sua identidade, à custa das escolhas que lhe vão permitindo sobreviver.
O texto é de Manfred Karge e conta a história desta mulher ao longo de quase 50 anos, desde os anos 30 até ao início dos anos 80, num percurso onde espreita sempre a História da Alemanha.
Apesar de reportar a um período específico da História de um determinado país, o texto é intemporal como são intemporais as más escolhas na vida, e a diluição da identidade que delas resulta, alienando-nos cada vez mais do que somos ou a uma dada altura quisemos ser.
