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sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

terça-feira, 5 de maio de 2009

Dougga

O último dos apontamentos de viagem tunisinos (pelo menos desta vez, porque pretendo voltar!), é dedicado às ruínas de Dougga (ou Thugga), consideradas Património Mundial pela UNESCO.
As ruínas ocupam toda uma colina, e a toda a volta, com excepção de um pequeno aglomerado de casas junto a uma das entradas, apenas campos verdejantes a perder de vista.
O local emana uma paz especial, inerente, inalienável e inexplicável, e talvez por isso me tenha tocado tanto. O tempo estava perfeito, uma temperatura agradável e umas nuvens à vez ténues e carregadas que conferiam um dramatismo acrescentado àqueles vestígios de outros tempos e outros povos.
O estado de preservação dos edifícios e ruas é impressionante e podíamos imaginar sem esforço os habitantes romanos nas suas lides do dia a dia.
E o que também é especial neste local é a forma como se vai desenrolando perante o nosso olhar à medida que nele nos adentramos. Como se situa numa encosta, em planos distintos, a cada virar de uma esquina nos deparamos com um edifício particularmente bem preservado, um arco, um baixo-relevo, um mosaico, umas colunas, passagens subterrâneas, ou um enquadramento particularmente bonito. A ser descoberto sem pressas.


O Teatro


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o Capitólio


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o Arco de Severus Alexander
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os Banhos Antoninos, com o Capitólio na rectaguarda
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a Casa do Trevo


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o Mausoléu Libyco-Púnico


quinta-feira, 30 de abril de 2009

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Ainda El Jem

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Uma encantadora lojinha em El Jem, mesmo ao lado do anfiteatro.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

El Jem


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(fotos minhas, excepto a primeira)
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Em El Jem, uma pequena povoação não muito longe da costa este da Tunísia, ergue-se este magnífico anfiteatro romano (o terceiro maior do Império Romano, depois do Coliseu de Roma e do Anfiteatro de Capua). Entre as casa baixas da povoação, o impressionante monumento adquire um impacto talvez ainda mais dramático do que o do seu congénere de Roma.
Lá dentro, ainda quase se pode sentir a euforia das massas perante aqueles que terão sido os espectáculos mais recorrentes naquele recinto: as corridas de carro e as lutas de gladiadores.
Estava mesmo à espera de ver aparecer o Russell Crowe por alguma das saídas das catacumbas! :-)

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Sidi Bou Said

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Tive o privilégio de viver numa linda casa bem no centro de Sidi Bou Said, a belíssima vila azul e branca que já foi refúgio de escritores como Simone de Beauvoir e André Gide ou de pintores como Henri Matisse, August Macke ou Paul Klee (de quem se diz que a sua passagem por aqui foi uma viragem decisiva na sua utilização da cor e da luz).
É verdade que durante o dia está pejada de turistas, mas ainda assim é encantadora.


A rua principal, e ao cimo o famoso Café des Nattes
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O Café des Délices, com as suas múltiplas esplanadas com vista para a baía
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As portas têm tradicionalmente três batentes: o que está mais abaixo destinava-se a crianças e os dois de cima um para homens, outro para mulheres. O som produzido por cada um deles é diferente de forma a dar a conhecer ao habitante quem poderá estar à porta.
(fotos minhas)
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Ai, ai, ai, que saudades!
Quero voltar!

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Pechincha!


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Vaguear pela medina de Tunes e regatear cada uma das pequenas lembranças que lá comprei foi das experiências mais giras da minha semana tunisina. Requer boa disposição, paciência, sentido do dramático, e alguma latitude para o assédio constante dos vendedores. Os diálogos eram hilariantes, entre o meu francês miserável, o francês igualmente miserável de muitos tunisinos e a vontade de comunicar.

Primeiro o jogo de adivinhação da nacionalidade: quase sempre as primeiras palavras dos vendedores eram em árabe. Após um sorriso de incompreensão da minha parte, as várias tentativas de adivinhar: "francesa? espanhola? italiana? grega?" E depois os mais absurdos: "inglesa? alemã? canadiana?" e por aí adiante. Alguns acertavam num "portuguesa?" para, perante o meu assentimento, exclamarem: "Ahhhh! Cristiano Ronaldo! Luís Figo! Humberto Coelho! Batatas com bacalhau!", mesmo uma vez, por parte de um vendedor mais velhote: "Eusébio!" ou o meu personal favorite: "Pechincha!"

Mais pechincha menos pechincha, um pouco mais ou menos indrominada, voltei para casa com mais alguma tralha e a recordação de uns momentos muito bem passados.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Um gajo de Lagos a tocar em Tunes



Em óptima companhia, fui a um dos concertos do festival JazZàcarthage, na sala de concertos do Hotel Barceló, a alguns quilometros de Tunes, supostamente para ouvir Kevin Mahogany e Ayo.
O Kevin Mahogany deleitou-nos com um vozeirão fantástico e um concerto muito bem disposto e bem jazzístico.
Depois, e em vez da prometida Ayo, apareceu-nos em palco um homem franzino que se apresentou em palco só e apenas com a sua guitarra (que trocava ao fim de cada música). Pela reacção apaixonada da plateia percebemos que tínhamos artista.
Foi só abrir a boca e atacar a guitarra!
Que voz! Que músico!
Absolutamente fabuloso!
Trata-se de Keziah Jones, o Jimmy Hendrix nigeriano, de quem fiquei fã e que espero voltar a ouvir/ver, nalgum outro canto deste planeta.


sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009



Recebi hoje este postal da Tunísia, do bairro onde vive a minha amiga A.
Já tenho o bilhete comprado para a ir visitar!!

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

rapa nui

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Acabei de receber, directamente da Ilha da Páscoa, um dos lugares que mais gostaria de visitar, um livro lindo, para a minha colecção Biblioteca Ilegível. Ainda por cima enviado por uma das minhas pessoas preferidas, com quem muito gostaria de poder ter partilhado essa experiência.
Obrigada, querida AD, e continuação de uma fabulosa viagem!

domingo, 2 de novembro de 2008

O Mercado Negro em Aveiro

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O Mercado Negro é uma associação cultural sem fins lucrativos e um espaço multifuncional criado a partir de um edifício antigo no centro da cidade (desde Junho 2006). Com uma actividade cultural intensa (desde concertos e sessões de cinema todas as semanas, passando por exposições, peças de teatro, tertúlias, sessões de leitura ou workshops), tem no seu interior um auditório, um café e salas de estar (com acesso wireless gratuito à internet) e vários outros espaços: a wahWah (discos), a Mao Mao (roupa & acessórios), a Ekphrasis (livros manuseados), a Pin Up (roupas recicladas & acessórios) e a Lollipop (bijutaria & acessórios).

Estão a ver os "Artistas" em Faro? Imaginem um espaço maior, com mais salas, muito bem arranjado, com lojinhas dentro, e com uma programação cultural bastante dinâmica.
Que pena não termos cá um espaço assim...

Se quiserem saber mais podem vir aqui e aqui.

Encontro imediato no Alfa Pendular

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Bryce Canyon, USA

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A T. anda por aqui. Deslumbrante! Diverte-te, amiga!

terça-feira, 22 de julho de 2008

Brú na Bóinne

Termino a série de "posts" de apontamentos de viagem sobre a Irlanda com este, que documenta a minha passagem por Brú na Bóinne, em irlandês, Palácio do Boyne, o rio que passa por aquele local.
Trata-se de um dos maiores e mais importantes locais megalíticos da Europa. É um complexo de túmulos megalíticos, menires e "henges", que datam de 3500-3200 AC.
A construção demonstra um sofisticado conhecimento científico e de astronomia.
Os mais conhecidos são os túmulos de New Grange, Knowth e Dowth, famosos pelas suas significativas colecções de arte megalítica.
Nós visitámos New Grange e Knowth, acessíveis através de um centro de visitantes que organiza os transportes e as visitas guiadas com uma eficiência que faria corar qualquer alemão de vergonha.


Na foto temos Knowth, constituído por um túmulo muito grande e outros dezassete mais pequenos, satélites deste. Todos têm dentro uma câmara, onde eram depositadas as cinzas dos mortos.


Este "Woodhenge" é contemporâneo do famoso "Stonehenge".





Esta é uma das mais de duzentas pedras decoradas que ladeam o túmulo maior. Não se sabe o significado das decorações: podiam ser meros adornos ou ter algum significado mais profundo. Curiosamente, estes e os outros motivos encontrados nas pedras de New Grange, são vendidos pelos joalheiros como sendo motivos celtas (eu própia os comprei como tal) e são, obviamente, bastante anteriores!



O famoso New Grange



Na alvorada do dia mais curto do ano, o solstício de Inverno, um raio de sol ilumina, por um curto período de tempo, o chão da câmara que está no fim do longo corredor. Supõe-se que só nessa altura era utilizado para cerimónias fúnebres.
A câmara é um local impressionante, o ar perfeitamente seco, apesar de não utilizarem qualquer espécie de cimento entre as pedras, e estará exactamente igual ao que seria há cerca de cinco mil anos! Não tenho fotos, pois são proibidas, mas recomendo desde já a visita!

sábado, 19 de julho de 2008

Belfast




Entrar em Belfast pela primeira vez a ouvir Sunday, Bloody Sunday a todo o volume tem um sabor especial, e apesar dos terríveis acontecimentos que tingiram esse Domingo de 30 de Janeiro de 1072 de vermelho terem sucedido em Derry e não em Belfast, sentimos que, não obstante a tão apregoada paz, a tensão ainda subsiste e, como tal, a "banda sonora" estava apropriada.


Escolhemos a pior noite do ano para passar em Belfast: de 11 para 12 de Julho, quando nesta última data se celebra a vitória de Guilherme de Orange, protestante, rei de Inglaterra entre 1689 e 1702, sobre James II, católico, na Batalha de Boyne, em 1690. Neste dia realizam-se paradas organizadas pela Ordem de Orange, em que os loyalists ou unionists (os que defendem a manutenção da Irlanda do Norte como parte do Reino Unido) celebram a vitória sobre os irlandeses católicos e republicanos. Como facilmente se pode compreender, esta tem sido tradicionalmente uma data propensa a conflitos, desacatos e derramamento de sangue.

Eu a V., muito destemidas, resolvemos dar uma voltinha pela cidade ao serão, até porque nos tinham dito que já há anos que não ocorriam incidentes. Uma das primeiras coisas que vimos foi a fachada desta casa e todo um bairro pintado com as cores da Union Jack, a bandeira do Reino Unido. Apesar de ter lido que são agora considerados atracções turísticas, estes murais não deixam de ser intimidantes.
Para além de magotes de homens com garrafas de bebida nas mãos, as ruas estavam quase desertas e o ambiente era obviamente tenso. Ainda nos perdemos ao tentar evitar as ruas mais escuras para voltar para o hotel, mas lá conseguimos chegar, sãs e salvas.

Logo de manhã tivemos que ir embora, para evitar que o nosso carro ficasse trancado quando a polícia fechasse as ruas para a parada passar.

Ficou a vontade de voltar a Belfast noutra data mais pacífica. Pareceu-nos uma cidade muito interessante, de grandes artérias abertas ao espaço e variedade arquitectónica. Outra oportunidade virá!

sexta-feira, 18 de julho de 2008

The Giant's Causeway

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(esta foto é "roubada", mas dava melhor ideia do fenómeno)
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A Giant's Causeway, em português "calçada do gigante", é o fenómeno natural mais fora do vulgar que vi na Irlanda. Foi considerado património mundial pela UNESCO em 1998 e é um pavimento natural, formado de colunas com lados regulares (a maior parte delas tem cinco ou seis lados, mas também há com sete ou oito e, supostamente, há apenas uma com três lados).
A calçada formou-se há cerca de 60 milhões de anos, quando após uma erupção vulcânica, a lava arrefeceu muito lentamente. Ao arrefecer, formou rachas, tal como acontece com um charco de lama. Mas estas rachas, ao contrário das da lama, vão até ao fundo da lava formando colunas de basalto. O resultado é absolutamente fantástico!
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É muito divertido andar em cima delas, e menos perigoso do que parece, porque não mexem um milimetro. Mesmo uma pata-choca como eu foi capaz de ir bem até à ponta, como atesta a quarta fotografia.
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Diz a lenda que a calçada foi construida por um gigante, Finn MacCool (Finn mac Cumaill em irlandês). Uns dizem que a construiu para poder chegar à sua amada, uma gigante que vivia na ilha escocesa de Staffa, onde existe uma formação rochosa semelhante. Outros contam uma versão distinta: Finn MacCool queria lutar com um gigante rival na Escócia, conhecido como Benandonner. Os dois gigantes nunca se tinham conhecido e, como tal, Finn construiu a calçada para que o gigante escocês pudesse atravessar o mar e encarar o desafio. Mas quando o Benandonner se aproximou e Finn viu o seu tamanho, teve um acesso de pânico e pediu à sua mulher, Oonagh, que o escondesse e o disfarçasse de bebé num berço gigante. Quando Benandonner viu o tamanho do "bebé" imaginou como seria o pai e fugiu aterrorizado destruindo a calçada atrás de si para não ser seguido.
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Lendas à parte, esta paisagem proporcionou-nos às três (agora já com a minha querida amiga AD) uma bela passeata pelo topo dos penhascos, descendo por trilhos fustigados por um vento forte, frio e puro e divertindo-nos como crianças a saltitar nas peças desta verdadeira legolândia irlandesa.